BIOGRAFIA

CLÁUDIO MATEUS

Nascido em 1973: Santo Amaro da Boiça – Figueira da Foz

GNOSE (1993-1996)

O início do percurso musical de Cláudio Mateus remonta a 1993, ano em que formou os GNOSE juntamente com três amigos de infância com gostos musicais comuns. Com esta banda dá os primeiros passos na composição de canções que deviam inspiração a Velvet Underground, Talking Heads ou Sonic Youth. Das suas primeiras experiências criativas resultaram cerca de vinte canções originais, algumas das quais viriam a ser trabalhadas em projetos futuros. Os GNOSE separam-se em 1996 tendo deixado apenas o registo de algumas gravações de concertos, entre os quais, o concerto de estreia no Auditório do Museu Municipal da Figueira da Foz e a memorável actuação no Festival “Estas coisas acontecem” em Montemor-o-velho, onde tocaram ao lado de bandas como Tina and the Top Ten ou Clã.

CAFFEINE (1997 -2004)

Caffeine começou por ser uma banda que tocava versões de canções de Neil Young, Tom Waits e Velvet Underground. Ao fim de uns meses começaram a trabalhar em originais e gravaram uma maqueta com 10 temas da autoria de Cláudio Mateus que foi considerada uma das melhores maquetas de 1998 pelo Diário de Notícias. Deram concertos por todo o país marcando presença em salas como o Teatro Rivoli, Aula Magna, Ritz Club, CCB e Coliseu dos Recreios. A banda foi conquistando grandes elogios na imprensa que os levou a fazer primeiras partes de espetáculos dos Dakota Suite ou Day One. Seguiram-se os lançamentos do EP “Caffeine”, o single “Music for Streap Tease” (banda sonora da peça “Fish Bird & Beast”) e o álbum CAFFEINE, misturado e pós-produzido por Tony Cohen. No seguimento da apresentação do seu primeiro álbum o grupo abriu concertos dos islandeses Sigur Rós e de Nick Cave and The Bad Seeds. A banda desmembrou-se em 2004 após a gravação do seu segundo álbum, “Last Shot”, que veio a ser lançado postumamente pela editora barcelense Honeysound.

ELECTRIC WILLOW

2006 – Electric Willow toma forma no início de 2006 a partir de um conjunto de novas canções que Cláudio Mateus compõe depois dos Caffeine. O músico lança-se neste novo projeto procurando uma abordagem mais direta e pessoal da sua música onde tenta reduzir a roupagem das suas composições ao essencial, cortando com a estética de abundância de arranjos dos tempos de Caffeine.
Juntamente com o baixista Adílio Sousa e o baterista Pedro Geraldo forma o trio que, ao fim de poucos ensaios, vai para estúdio e grava o primeiro álbum de originais de EW.

O disco, com produção de Cláudio Mateus, foi gravado entre Março e Julho de 2006 por Luis Pedro Silva no estúdio Long Play em Santana – Figueira da Foz e teve mistura final e masterização a cargo de José Arantes. Em estúdio a banda contou também com a colaboração de Susana Filipe (voz) e Marco Alves (trombone).
Em Outubro é lançado o EP Electric Willow com os temas ”Ready” e “Be for real” e por esta altura são convidados a participar no disco “Acorda” (Antena 3), onde avançam com os temas “Ready” e “Rock and roll song”.
O álbum de estreia, “Mood Swing”, foi lançado em Dezembro desse ano pela editora Transporte, com apoio da Honeysound e do Theatro Circo, e foi apresentado como “um disco de um rock alternativo que alinha canções de carácter intimista com uma sonoridade bastante característica onde Cláudio Mateus atinge um novo estádio de maturidade na composição de canções e o domínio dum discurso musical mais pessoal e autêntico.”
A banda acaba esse ano em concertos de apresentação do novo disco contando com a colaboração do guitarrista Nuno Fernandes que viria a participar regularmente com o trio.
2007 – Electric Willow iniciaram o ano de 2007 a apresentar o seu álbum de estreia. A par dos concertos, Cláudio Mateus foi compondo e levando para a sala de ensaios novos temas.
No Verão de 2007 os Electric Willow avançaram para o registo do seu segundo álbum de originais que contou com a co-produção de José Arantes e foi gravado entre o local de ensaios da banda em Santo Amaro da Boiça/Fig. da Foz e a Oops! Studio em Barcelos. O disco contou com a colaboração de um leque alargado de músicos ao mesmo tempo que assumia de uma forma mais coesa as sonoridades trilhadas por “Mood Swing”.
Em Novembro foi lançado o EP Electric Willow II com três canções do novo álbum.

Nesse ano a banda participou no disco TOG, lançado pela Honeysound, onde a ideia base foi convidar seis projectos diferentes a recriarem uma versão de um dos temas de um dos outros convidados. Os artistas que participaram neste disco foram The Partisan Seed, Walter Benjamin, Nuno Fernandes, Mazgani, Electric Willow e A Milieu.
2008 – O segundo álbum de Electric Willow intitulado “Nothing’s ever good enough” foi lançado no início de 2008 pela Honeysound. O disco conquistou elogios e foi apresentado como um conjunto coeso de canções de recorte intimista onde o forte sentido melódico da voz se cruza com sonoridades acústicas e rasgos eléctricos de um rock mais duro.
Filipe Miranda referia-se assim ao disco: «Existem compositores que têm sempre o seu rumo pessoal, sem modas, sem ondas colectivas ou tendências do momento. Cláudio Mateus é um deles, na exigência, na concentração, na dedicação… e é junto dos companheiros de banda Pedro Geraldo e Adílio Sousa, o trio Electric Willow, que nascem jóias musicais como é este “Nothing’s Ever Good Enough”.

A tour de apresentação do disco estendeu-se pelo ano de 2008 e parte de 2009, tendo contado com a participação de Susana Filipe nos teclados e voz, e Mário Batista na guitarra eléctrica.
2009 – O ano de 2009 começa entre concertos e sessões de ensaio onde um novo conjunto de canções vai tomando forma.
Entre Abril e Julho a banda entra em gravações e regista os onze novos temas que viriam dar corpo ao seu terceiro álbum de originais.
O álbum contou mais uma vez com gravação, mistura, masterização e co-produção de José Arantes, o grande parceiro de Cláudio Mateus na concepção e captação do som Electric Willow.
“Blunders”, o single de apresentação do novo disco é disponibilizado online, e “Majestic Lies”, o terceiro álbum da banda, é lançado em Outubro pela fiel Honeysound com distribuição Compact Records.

J.J. Novo apresentava assim o disco: “Da Figueira da Foz chega-nos mais um excelente álbum de originais dos Electric Willow. Majestic Lies não esconde a vontade da banda em querer mostrar ao público a sua excelência para as canções bem cantadas e cheias de um know how musical fora de série. A singular e misteriosa voz de Cláudio Mateus, sempre tão autêntica na sua leveza e incessante até no silêncio, vai alternando com insinuações de guitarra melífluas e ritmos de baixo e bateria aveludados. Majestic Lies não é mais do que um álbum de música da banda, contudo, pretende ser um elemento perene na nossa consciência cultural.”
O ritmo criativo de Cláudio Mateus era correspondido por Adílio Sousa e Pedro Geraldo e a boa química do trio na abordagem das canções permitiu que o projecto chegasse ao fim de três anos de existência com três discos de originais de rara consistência.
2010 – A banda arranca com a tour “Majestic Lies” onde, às canções do novo álbum, se juntam alguns temas mais antigos.

Cláudio Mateus volta a convidar o guitarrista Nuno Fernandes para acompanhar um trio em boa forma e os quatro músicos prestam algumas das melhores actuações de sempre de Electric Willow. 2010 não foi apenas um ano de concertos mas também de novas composições.
2011 – Em Março, Electric Willow saem da sala de ensaios para quatro concertos a que se seguem duas sessões de gravação onde serão registadas as bases rítmicas de dez novas canções.
As seguintes sessões de gravação acabam por ter alguns períodos de interregno e estendem-se até meados de 2012.

Finalmente em Setembro de 2012 é lançado online o EP de apresentação daquele que será o quarto álbum de originais do projecto de Cláudio Mateus. Stir e Blue in Everyone são as duas canções que compõe o EP lançado online pela Honeysound.
O novo álbum, intitulado “Electric Willow IV”, foi co-produzido por Luís Pedro Silva que assegurou também a gravação, mistura e masterização.

ELECTRIC WILLOW